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sábado, 25 de agosto de 2012

como ser amiga de luninha em dez passos


Fechada, alheia, anti-social, indiferente.

Desculpa aí, sociedade, se eu passei minha infância desenhando em meu mundinho particular em vez de exercer seus dotes sociais. Desculpa aí se eu sou seca e egoísta, e se não estou dando a mínima para seus problemas, e se eu sou tão fechada quanto um cofre de segurança máxima. Desculpa aí se é difícil eu trabalhar com simpatia, com sociabilidade, com ser amiguinha do povo. Eu admiro gente assim, pra valer. Conheço pessoas que bastam sorrir e você tem vontade de virar melhor amiga dela na hora, tamanho é o carisma. Quis ser assim por muito tempo. Nunca fui.

Mas, minha amada e querida sociedade, nada posso fazer a respeito. Nem tenho a mínima pretensão de mudar essa partezinha de mim que eu passei a gostar tanto. Eu não tenho talento pra relacionamentos, mas eu sei muito bem analisá-los. Não faço idéia de como agir, como dar em cima ou como entender se alguém está dando em cima, considerando minha nulidade nesses casos. Não sei nem mesmo classificar quando uma relação é coleguismo ou amizade, e eu necessito que a pessoa esclareça isso para mim (favor observar que quando a pessoa conta algo pra mim pela primeira vez, eu já entendo que aquela pessoinha feliz está me considerando camarada. Acreditem, demorei uns aninhos pra sacar essas coisas). Porém eu apenas sou distraída. 

Muito distraída.

Não gravo rostos. Não gravo nomes. Não gravo presenças. Não gravo nada em minha cabeça que não seja estritamente necessário quanto à relações pessoais (porém gravos detalhes de filmes, animes, séries, fanfics com absoluta perfeição).

Apenas me perdoe, sociedade, se não sei fazer poesia dos meus relacionamentos. Se pessoas vem até mim e contam tudo poeticamente e liricamente e tudo o que eu penso é "por que você simplesmente não arruma algo pra fazer?". Me perdoe se eu sou insensível aos seus dramas. Me perdoe, oh céus, por ser desapegada e desprendida em níveis elevadissímos. Desculpa aí se isso é errado. Mas não vou ficar aqui choramingando pra manter ninguém em minha vida. Se tu quiser, fica que vai ter bolo. Se não quiser, vai. Não vou ficar esperneando e implorando pra você ficar. Desculpa aí.

Logo, aprendendo a relacionar-se com tia Luna, em tópicos mastigadinhos e muito fáceis:

1. Não invente drama
2. Não me constranja em público
3. Não me invente de ser sentimental
4. Se você quiser ferrar comigo, pfvr, tenha a decência de me informar do fato
5. Eu guardo as besteiras que você faz. Eu guardo as merdas que você diz. Você pode nem reparar, mas eu lembro direitinho dessas coisas.
6. Se você me pedir desculpas bonitinho e pedir perdão, eu te perdôo. Na segunda, passa. Na terceira, apenas lhe dedico meu sorriso amável.
7. Você nunca me verá invadindo seu facebook ou tentando te constranger em público.
8. Não sei lidar com indiretas.
9. Não sei lidar com recalque.
10. Eu sou leal até a morte. Mas também tenho um veneno dos diabos. 

achei essa imagem TÃO digna que TIVE que colocar aqui. peguei do tumblr.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

18 + 1 invernos passados


Faço 19 invernos hoje.

Estou muito feliz por ter chegado viva até hoje e tudo o mais, e veja só, foi um mérito pessoal meu e de todo mundo que ajudou nessa (obrigada, motoristas, por ninguém ter me atropelado apesar de terem tentado, obrigada, terroristas, por não terem bombardeados minha cidade, etc, etc). Eu não engravidei. Eu não me viciei em drogas. Eu não larguei a escola. Eu não perdi membros do meu corpo, não fui fuzilada por ter sido subversiva, escapei de todos os desvios do meu caminho do bem. Considerando tudo isso em nossa sociedade, então eu estou bem.

Eu achava, quando era mais nova, que aos 19 anos eu estaria em uma faculdade. Progredindo profissionalmente. Sendo lindamente auto-centrada, realizada espiritualmente e todas essas bobagens que dissem que é necessário que a gente seja. Eu acreditava piamente que aos 19 anos, eu teria me arrumado na vida. Eu já teria saído de casa, vivendo essa louca experiência de morar sozinha em cidade estranha e tudo o mais.

Que iludida eu era.

Obviamente, eu entrei no IFBA ~antigo CEFET~ e essas doces ilusões da minha infância se quebraram feito vidro. Agora estou trabalhando e estudando (prognóstico positivo), me iludindo sobre meus próximos anos. Essa é a minha vida.

Mas, por hoje, sou rainha. Não a princesa. Não a duquesa. Sou rainha. Feliz aniversário pra mim!

nem sei o que dizer sobre essa imagem. eu a acho meio cafona, mas é o que tem pra hoje.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

all you need is love. and integrity, respect, pride, etc.

Foram quase quatro anos.
A parte mais surpreendente disso tudo é que não estamos mal nem nada. Estamos bem, inacreditavelmente bem, apenas percebemos que não estava mais rolando mais do que jeito que queríamos. Então demos stop. a vida continua. 

As pessoas interpretam romances de tantas maneiras e sonham com um Romeu&Julieta, como se esse modelo fosse adequado para qualquer pessoa. Como se o romance absoluto, envolvente, apaixonado, louco fosse o único possível. Como se relacionamentos só pudessem ser fechados, monogâmicos, ensurdecedores de tanta paixão. E então elas buscam por esse amor perdido em algum lugar, e se anulam, se entristecem, se machucam de mil maneiras diferentes. Acontece que o amor nem sempre é assim. Às vezes ele está em um sorriso dado quando você conta que passou no vestibular. Às vezes ele está em uma ligação aleatória só para saber se você tá bem porque, poxa, você não foi na escola hoje. Às vezes ele está simplesmente naquele momento de "olha, eu lembrei de você ao ver isso" em um compartilhamento de facebook.

O amor é superestimado. Mas ele também é subestimado. É tão contraditório, mas é verdade. As pessoas superestimam o amor na hora de imaginá-la como uma força poderosa e destrutiva que deveria reger o mundo, algo que consegue fazer com que todos os relacionamentos se sustentem. Acredita-se que ter um amor para chamar de seu é ter felicidade e isso é a maior mentira que já me contaram. Porém, as pessoas são tão cegas e acreditam tão piamente que todo o "amor" se limite ao que é propagado em comédias românticas que simplesmente subestimam tal sentimento. Simplesmente não percebem que não se consegue perdoar sem ter amor, que não se consegue avançar na vida sem ter amor, que não se consegue comemorar sinceramente a vitória alheia sem ter amor. Amor é dor e sofrimento. Mas também é gratidão e compreensão.

Pessoas tendem a serem dramáticas em casos assim. Acostumaram-se com o meu relacionamento tão duradouro e tão perfeito como uma fantasia perfeita, e então eu peço até desculpas por arranhar essa imagem tão bela na cabeça de vocês. Mas é isso que eu fiz, e é assim que vai permanecer. A vida continua seguindo, meus amores, tão bela e terrível quanto antes. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

a família que escolhi


Hoje todos estão se dando ~ feliz dia dx amigx ~ e eu me sinto no dever de fazer minha parte.
Obrigada a todo mundo.

Obrigada à galera do Neopets que nunca conheci ao vivo e em cores na minha vida, nunca toquei, nunca cheirei, não sei o gosto. Mas são mais reais do que qualquer caviar, são pessoas de verdade, são personalidades que estiveram comigo quando precisei, que me divertiram, que me deram conselhos, que me ajudaram pra caramba. Obrigada a todos vocês por terem dedicado seu tempo para ir nos fóruns e serem meus amigos. Ainda hoje converso com alguns de vocês e faz quase cinco anos. Cinco anos que eu não enjoei de vocês nos meus contatos de msn. Vocês são uns lindos. Thank you <3

Obrigada à galera da minha antiga escola. Há pessoas nela que nunca leram meu blog, nunca me acompanharam nas mudanças. Eu as odiei por algum tempo e eu as amei também, e foram amigos queridos por aqueles anos que eu ainda tenho saudades, ainda que nunca queira voltar ao começo da adolescência. De todas essas pessoas, devo agradecer à querida Árina que continua firme e forte até hoje, sempre com muito mais dignidade do que muita gente por aí. Árina, eu te amo e quero tudo de bom pra tua vida ♥

E também à Luiza. Ela pode não ser tanto minha amiga quanto foi. Você se distanciou e eu também, e criamos vidas muito diferentes. Mas eu lhe agradeço, sinceramente, por todos os nossos anos juntas nos quais conversávamos sobre livros de vampiros, Brad Pitt e história. Você agora está fazendo Direito. E eu acho que combina com você. 

Obrigada às meninas da Descapricho. Eu as conheci quando eu tinha quinze anos em um tópico de orkut na comunidade da Capricho e o assunto do tópico era simplesmente Rowling x Meyer. Quer dizer, quem poderia imaginar que esse tópico faria com que surgisse um grupo de pessoas tão diferentes e maravilhosas? Gastamos muito do nosso tempo discutindo literatura, feminismo, mídia e tantas outras coisas e nisso Meyer acertou em cheio: se não fosse Crepúsculo, jamais teríamos nos esbarrado. Vocês me fizeram ter vontade de analisar coisas em minúcias, aprimorar meus argumentos, me divertir. Se vocês não existissem, eu nunca teria sido tão feliz no orkut. E se vocês não existissem, não teria a Descapricho, e agora, o Chá das 9 e eu sinto muito, muito orgulho de cada uma de vocês e do que se tornou hoje. Sinto que devo agradecer à Blanca, em especial, porque ela salvou minha vida no mar de Copacabana e também às grandes figuras daquele tópico, como Pussycat. PUSSY, SE VC AINDA EXISTE, TE AMO <3

(e me sinto na obrigação: Rafaela e Marie Kath, vocês não eram do tópico, mas eram da comunidade e eu AMO MUITO VOCÊS <3 de coração. Eu devo a vocês o fato de eu ter virado fã de Christina, porque se não fossem vocês a trazerem notícias para a comunidade, eu nunca me atentaria a ir pesquisando mais por Christina. Devo muito a vocês. E eu amei cada minuto que participei de algum barraco junto com vocês, quando éramos xingadas de matadoras de bebês ou algo profano assim)

Obrigada à minha turma atual do colégio que não sei que nome dar a vocês. Eu entrei na turma de vocês quando estava em um estado bem frágil emocionalmente falando, já que tinha repetido o ano, e eu estava praticamente pronta para me isolar. Mas o fato de vocês terem confiado à mim e me tratado como uma igual e não como uma "repetente" fez uma enorme diferença e eu devo a vocês muita coisa. Eu me senti incluída em um grande grupo pela primeira vez. O ano de 2011, quando eu festejei meu aniversário, foi a primeira vez que eu preenchi uma lista de aniversário cujos convidados eram todos amigos meus. Não eram apenas conhecidos que eu convidava "pra fazer média". Eram todas pessoas queridas que eu não podia esquecer. Eu amo cada um de vocês de forma muito única. Eu amo as viagens que fiz com vocês, os trabalhos escolares, os dias que tomamos sorvete com o trocado de todos. Amo os momentos que todos se uniam para ajudar alguém e sobre como todos ficam preocupados em se ajudarem da melhor maneira possível. Vocês me ajudaram muitas vezes quando nem sabiam que eu estava de mal com a vida só por existirem. Vocês são absolutamente especiais e eu sinto um orgulho enorme de ver como vocês se desenvolveram nesses nossos três anos juntos e como ainda se desenvolverão. Vocês são uns lindos <3

(poderia citar pessoas especiais, mas aquela coisa de citar um e não citar outro gera briga. é aquela coisa. mas quem é do grupo sabe quem é.)

E às duas pessoas muito especiais que não vieram "dentro" de um grupo: 
~ Hugo que é meu namorado e melhor amigo de quase quatro anos juntos, para todos os momentos <3
~ Malu que sigo no twitter e a venero <3

Feliz Dia dos Amigos para todos vocês! Espero não ter esquecido ninguém, mas acho pouco provável ter esquecido de citar algum grupo. Não citei família propositadamente, porque eu reservei o dia para "a família que tu escolhe". Para aquelas pessoas que esbarraram contigo nessa vida em algum momento e porque ambos queremos, ficaram aqui ao meu lado. Agradeço muito a todos vocês por terem existido. Mesmo que tenham se distanciado e etc, ainda assim valeu a pena. Arigato <3

essa imagem SUPER fofa vem do tumblr da chibird, tumblr de uma artista adolescente super fofa <3

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

esgote-se

Muita coisa ao mesmo tempo.
A gente supera. Mesmo que não dê na hora, mesmo que falhe miseravelmente e mesmo que dê tudo certo, mas você sente que precisa dormir e acordar só daqui a cinquenta anos, quando tiverem inventando uma maneira de ou se ter cinquenta horas por dia ou como viver sem precisar dormir.

São oito da noite. Meu dia começou agora.

Eu só queria cinquenta horas. Usaria vinte e cinco horas dessas para dormir e fazer mais nada da vida.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

barra do choça deixou saudades

Resolvi, finalmente, trazer as fotos da viagem. Elas foram feitas por mim e por Daena, no geral. Eu amo tanto essas fotos porque elas meio que significam que a gente sabe tirar fotos decentes. Tirar fotos é tão fácil quando tudo o que você quer é apontar e clicar, mas se torna tão difícil quando você quer mais que um registro, você quer algum tipo de emoção. Nós nos focamos em flores e coisas do gênero, porque não se mexem e ficam bonitos mesmo se a foto é ruim.












terça-feira, 31 de janeiro de 2012

retiro espiritual

Voltei ontem. Fiquei fora do mundo por uns dois dias para aprender a cantar. Para cantar. Para escutar outros cantando. Para escutar o piano. Para escutar o violão. Para aprender a respirar com o diafragma, para ir por cima da nota, para sustentar a nota, para não escorregar na nota.

Estive no meio do mato (aka 12 km da cidade de Barra do Choça, BA) sem internet (por isso minha ausência estranha no tumblr) dividindo um quarto com várias amigas, tomando banho em um chuveiro que tinha duas opções: Pólo Norte Plus ou Inferno Gold. Vi pavões e pavoas, cavalos, patos, cachorros e um gato lindo, todo preto, que não tirei foto porque era muito ocasionalmente que aparecia, sempre distante e sereno, longe de todos esses estranhos bípedes adolescentes. Casinhas todas lindas e fofas. Comida é boa, principalmente se você curte a linha saudável - coisa que não combina comigo, considerando que a única folha que consumo é alface e ainda com muita hesitação, dentro de um sanduíche, de preferência.

Fiz trilha super light, total Indiana Jones versão adolescente protegido por escola e seguro de vida, nada comparável às trilhas que fiz na Chapada (acabei nem comentando aqui sobre minha viagem à Chapada em novembro, do qual cheguei destruída), com troncos legais e plantas amigáveis que me arranharam um pouco, mas beleza. Andei pela estrada para chegar na piscina de pedra que fiquei pouco tempo, porque é o seguinte: eu não combino com pedra. Eu não suporto pedras. Não suporto mais ainda rio com pedras embaixo. Peguei trauma mesmo da Chapada. Peguei trauma das pedras que me machucaram lá, peguei trauma de não conseguir enxergá-las, de não sentir se o próximo metro é bom ou não.

Então é o seguinte: não, não entro na piscina de novo. Só pra molhar os pés. Mas nadar? Não, obrigada.

Tirei fotos. Um trilhão de fotos. Eu e Daena, a linda. Vamos virar fotográfas profissionais, montar um estúdio foda e ficarmos ricas e dominarmos o mundo. Cuido da produção, ela cuida dos retratos. Cuido das flores, ela cuida dos animais. E por aí vai, dupla que se completa na fotografia. Com a câmera da outra amiga, claro, porque a dela é uma linda de uma semi profissional que nos ajudou pra caramba. Ela nos ama e nós a amamos. Uma linda relação amorosa de 2 garotas + 1 câmera fotográfica. Amanhã pego as fotos, espero não me desiludir ao passar as fotos pro pc. Espero.

Foi produtivo. Relaxante.
Ficaria mais uma semana lá, de boa.


Fiquei na casa verde aí, no quarto dos fundos. Foto não é minha, roubei do site do hotel-fazenda.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

reveillon não aconteceu

Hoje é dia de sol.
Pernície existe desde 2009.
Estou em 2012. Mas, por conta da greve, estou no ano letivo de 2011.

Então minha situação é o seguinte: 2012 começou, mas 2011 não terminou e eu sinto que tô vivendo dois anos de uma vez, sem ter tido Ano Novo, Reveillon, passagem, fogos de artifício. Foi tudo distração, porque continuo em 2011. Cabeça de 2011. Corpo de 2011. E precisando mudar para 2012. Principalmente reiniciar sistema e inicializar Luna versão 2012. Precisando ter algo que eu possa chamar de férias, de passagem, de retornar o ritmo de verdade.

Em 2011 eu proscratino.
Em 2012 eu trabalho.

E por mais cansada, exausta e meio desapontada com a forma como as coisas andam, eu não consigo me sentir desolada. Não acho que a greve tenha sido um transtorno na minha vida, nem acho que o projeto tenha exigido mais do que eu podia dar, muito pelo contrário: dei muito aquém do que podia. Não acho que ter aulas em janeiro seja a pior coisa do mundo, porque consigo imaginar outras que são piores e, sinceramente, se não for uma Pollyanna moça nesse momento, não poderei nem sair da cama. Mas não passo por maus bocados, apesar dos aborrecimentos de ter aula em janeiro.

Bem, vou indo. Tenho que voltar a ter o costume de atualizar blog diariamente, nem que seja com coisinhas assim. Não poderei fazer isso nem amanhã nem depois nem depois, então faço hoje. Comento alguma coisa. Qualquer coisa estou no twitter falando besteiras 24h. Ou menos, já que preciso dormir.

Dica do dia: não cometa a burrice de sair da escola e pegar diploma do ensino médio pelo ENEM pra começar faculdade. Se você faz isso e, ainda por cima, estuda em uma escola considerada boa (desculpa, amigos, mas a despeito de todos os problemas, ifba tem nome e respeito na praça), você merece pular do viaduto pra parar no hospital. Porque substituir "ensino técnico integrado em xxx em escola federal" que pode te dar estágio, concurso, emprego e credibilidade pra trocar por um "diploma do enem" é dose, amigo. É você implorar pra te chamarem de sem noção.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012

Galera adora fazer listinha de 'coisas que farei nesse novo ano' e variantes. E adora rever se fez uns 10% da listinha programada pro ano anterior. Eu mesma sou (ou era) desse grupo. Aos 12 anos, enchi uma folha A4 de coisas que eu deveria ser no novo ano e as coisas iam desde "ser a melhor aluna da sala" até "terminar um livro". Eu nunca terminava o ano satisfeita, devo dizer, porque nunca terminei um livro. E tirar um sete me tirava da posição de melhor aluna da sala, então não era a melhor aluna da sala. Paciência. A vida é assim.

Mas eu pensei se eu deveria fazer algo assim em 2012. Sabe como é, pra seguir a tradição dos meus dezoito anos de vida. Fazer uma listinha básica de coisas que planejo fazer esse ano, ver quais são minhas prioridades, essas coisas. Seria uma boa. Até porque 2012 é cheio de preparativos para 2013 e eu espero, sinceramente, que 2013 venha, senão ficarei putinha da vida. Então comecei a pensar no que eu quero em 2012.

Primeiramente, eu quero um trabalho. Isso significa algo que eu compareça ao local, de preferência das 14h até às 18h, ou seja, um meio-período que possa me pagar meio salário mínimo ou algo assim. Eu posso arrumar na forma de estágio para concluir o curso, se achar um que seja remunerado. Mas eu preciso de algo que eu possa ganhar dinheiro, e como não tenho tia-avó podre de rica com pé na cova, terei que trabalhar. O objetivo desse dinheiro é basicamente:

• Juntar dinheiro para que eu possa viver em outra cidade nos meses iniciais de quando começar a faculdade.
• Pagar vestibular (já que pretendo prestar Unicamp. E USP, adiciona minha amiga)

Em segundo lugar, não menos importante que o primeiro, pretendo estudar decentemente. Porque se eu não estudar decentemente, eu não passo de ano. E ainda tenho dois meses de terceiro ano me aguardando, a partir do dia 16. E depois de duas queridas e gratas semanas em março, começarei quarto ano em abril e eu espero finalizar tudo em novembro, dezembro. Não quero passar o Natal sabendo o dia que terei aula... no ensino médio/técnico. Como invejo pessoas que possuem férias. As minhas já não existem mais.

E as minhas metas importantes acabam aqui. Mas sempre tem as clássicas:

• melhorar inglês
• terminar um livro
• dar mais atenção ao blog (no meu caso, aos blogs)
• desenhar mais e melhor, priorizar desenhos mais complexos
• ler mais livros
• ser mais responsável com meus estudos, não repetir comportamento padrão que tive com projeto
• ajudar mais em casa

Porém a meta mais importante de todas, mais do que trabalhar ou estudar, é basicamente me divertir. Não digo nem é questão de sair mais para os lugares (porque eu começar a sair só pra cumprir metas = falhar miseravelmente) ou qualquer coisa do tipo, mas é ser feliz. Aquela coisa de não ficar neurótica porque tirei 6,4 em alguma coisa, de acabar gastando mais do que deveria e não ficar estressada. Não ficar na pilha o tempo todo. Conseguir, realmente, me divertir enquanto as coisas acontecem.

2012 vai ser meu último ano de ensino médio/técnico. Depois de 2012 é faculdade. Eu não sei onde estarei. Mesmo que eu passe na Unicamp, como são meus planos, como será? Eu não faço idéia de quem estarei longe e de quem estarei perto. Não faço idéia de onde eu vou morar, e de como será minha vida. Com quase 100% de certeza, 2012 vai ser meu último ano nessa cidade, e que serei sustentada pela minha mãe e tudo o mais. É o meu último ano sendo adolescente.

Não posso simplesmente ignorar isso. E não posso, nem devo, nem quero passar meu último ano pensando tanto no futuro e me esquecer de aproveitar o presente.



We Are Young - versão Glee

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

como uma nova vida,

Ter uma nova casa é inspirador.
Sim, mudei de casa novamente, mas não mudei o endereço. Só subi um andar, e agora terei que subir mais um lance de escada - o que significa mais exercício e coxas mais definidas. Isso é a parte boa, acho. Agora meu quarto tem janela com vista para um pouco da minha cidade e devo dizer que por mais que minha cidade não tenha lá muito estilo, ainda assim é fabuloso ver o pôr-do-sol pela vista do seu quarto. Eu amo olhar a cidade de noite e ver as luzinhas acesas, morrendo de vontade de ter um binóculo e espiar a vida por trás de cada janela dos prédios ao redor tal como Lázaro Ramos em O Homem Que Copiava (adoro esse filme!). Mais agradável ainda é acordar podendo ver a cor do céu pela janela - geralmente um azul médio meio nublado. É claro que as mudanças tem lá seus problemas e sempre rola do chuveiro que não esquenta direito e outros pequenos problemas. Mas no geral eu adoro mudanças, mesmo elas me dando um trabalho desgraçado. Você tem que selecionar o que é importante e o que não, separar tudo em caixas e sacos, desmontar guardas-roupas e estantes, não esquecer de nada importante e depois fechar a porta, entregar a chave e nunca mais voltar.

Mas quando você abre as caixas e sua casa torna a ficar arrumada, você entende que é como uma vida nova. E você aprende muitas coisas em mudanças que pessoas nunca aprenderiam vivendo somente em uma casa a vida toda.

Primeiro: casas são apenas tijolos. Suas lembranças ficarão para sempre contigo, mas o cimento, concreto, cerâmica e tudo o mais são somente isso: matéria. Um dia você irá embora inevitavelmente e um dia sua casa virará pó. Alguém a derrubará - seja uma empresa que quer construir um arranha-céu, seja uma chuva forte demais. Mas entenda: a casa que você tanto ama cairá e é bom você estar preparado para isso. Porque todas as coisas tem um fim, e assim que é a vida.

Segundo: depois de um dia indo de um canto a outro, colocando fogão e geladeira, tentando manter um caminho livre para as coisas passarem, não se preocupe em arrumar a cozinha. Você está cansada demais para isso, e sinceramente você deve estar com os pés e braços doloridos de tanto carregar peso. Então simplesmente ache os talheres e copos, peça uma pizza por telefone e relaxe. É a melhor coisa do mundo: você no meio do caos absoluto comendo pizza com pessoas que ama. É como se fosse a véspera de uma nova era, e você sabe disso.

Terceiro: entenda cada mudança como uma nova vida. Você não precisa ser como eu que muda quase todo ano, mas provavelmente você mudará de casa ao sair da asa dos pais, quando arranjar um emprego melhor, quando se casar, quando tiver filhos e precisar de um espaço maior e tantos outros motivos. Mas mudança nunca é algo ruim. É chato e cansativo, e dá um trabalho dos diabos, e dá vontade de chutar as empresas de mudanças quando os caras chegam com três horas de atraso e arranham sua mesa favorita. Porém a menos que você seja protagonista de um filme de terror cujo cenário seja uma casa mal assombrada, vai ser bom. Você aproveita para repensar suas vidas, jogar ou doar o que é velho e ficou para trás, comprar coisinhas novas para seu lar como uma xícara de porcelana que simplesmente é a coisa mais linda que você já viu, pensa na organização dos móveis, arruma a torneira e todas essas coisas domésticas tem um ar favorável. E daí que depois de um mês as coisas voltem ao normal e a sensação tenha passado? É só arrumar tudo de novo e sempre, sempre ficar bem com seu lar.

Quarto: paciência, muita paciência. Porque passado o deslumbramento de você ter encontrado "a casa perfeita", eventualmente descobrirá que ela possui alguns probleminhas.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

The Return! - ou qualquer coisa do tipo -q

Exatamente.
Minha internet foi instalada, deu tudo certo e a única coisa que perdi com essa mudança foi um casaco verde. Paciência.

Mas sem mais informações :)


sexta-feira, 16 de julho de 2010

go, home, go!

Vou me mudar amanhã, ao que tudo indica - se nada der errado.
Ou seja, blog inativo por enquanto :)

Lamento não ter participado da Blorkutando e da Interativos essas semanas, mas fiquei bem ocupada e lotada de coisas. Ainda não consegui resolver o vídeo. E ainda falta um monte de coisa para empacotar. Ah, céus, deixo minha despedida aqui.

Se possível vou fazendo pequenos posts no computador sem net e atualizo na escola, mas garanto que vai demorar muito, muito mais. Vou ter que pausar um pouco com o projeto Descapricho também para poder me focar nessa mudança que vai exigir muito de mim, já que vou viver só com mamma e minha irmã. Me desejem boa sorte! :D



Shakira, com 13 anos, cantando Material Girl, de Madonna, em espanhol! :O

domingo, 4 de julho de 2010

não espere nada de mim hoje

É madrugada, já virou domingo, estou com sono, mas não quero dormir.
Amanhã, talvez, eu verei uma casa nova.

Eu quero tanta coisa, desejo tanto, que esse blog virou um confessionário. Achava besteira essa história de diário virtual, mas percebo que não tem jeito, é o que isso torna: o meu reino, no qual eu sou a rainha e posso fazer de tudo. Ultimamente estou me aprofundando em música, muita música. Eu quero mais videoclipes, mais fotos, mais músicas, escutar mulheres cantando até ficar completamente surda. Eu tenho a sensação de encontrar as músicas perfeitas para minha vida e ao mesmo tempo não encontrar. Como um ponto de partida.

Eu quero tanta coisa. Quero um teclado para tocar, quero um saco de pancadas, quero estrelas fluorescentes no teto, quero fotografias espalhadas, quero uma janela com cortinas suaves. Quero produzir - odeio ficar sem escrever, odeio quando percebo que não consigo escrever mais nada. Esses bloqueios me matam e me fazem perceber: não posso depender de literatura pra viver. Quero estudar com mais qualidade, mas tudo me entedia. Não costumo sair de casa, porque não tem nada de interessante.

Cogitei um piercing. De argola. Eu nunca gostei de piercings, mas pensei na idéia quando me olhei no espelho e percebi que tenho uma cara de anjinho e não gostava disso. E quero mudar o cabelo. Continuará cacheado, mas farei mechas, assim como fiz ano passado. Serão azuis - não sei quando, provavelmente no início de agosto, para formatura de minha irmã. Não consigo mais ver graça em meu cabelo preto desbotado.

Tenho mais duas semanas de "férias". Duas semanas para conseguir me arranjar de vez - com a casa, com minha vida, comigo mesma - antes das aulas recomeçarem e eu ser absorvida pela rotina. Queria eu ter férias a vida toda - odeio acordar cedo pra vida.



P.S.: no post sobre patriotismo (eu vi, Brasil perdeu. Ao menos se fosse com honra... mas não, o time se tornou desequilibrado e agressivo. Que estupidez), eu recebi três indicações de selo. Quando tiver paciência, tempo e inspiração, eu falarei sobre eles. Ainda devo as dez indicações, não é? E obrigada ;*

P.S.: imagem retirada do We♥It. Sim, adoro cabelos coloridos. Amo cores, eu já disse isso :)

domingo, 20 de junho de 2010

quem precisa da segunda chance?

After all you put me through
(Depois de tudo que você me fez passar)
You'd think I despise you
(Você imaginou que eu o menosprezaria)
But in the end, I wanna thank you
(Mas no fim, eu quero lhe agradecer)
'Cause you make me that much stronger
(Porque você me fez muito mais forte)

Fighter, Christina Aguilera.

No anime Rurouni Kenshin, há um retalhador que matou muitas pessoas durante a guerra. Arrependido, largou a guerra e decidiu tentar reparar seus erros. Jurou nunca mais matar uma pessoa e por mais de dez anos ele protegia as pessoas com uma sakabatou (espada cuja lâmina está virada ao contrário). Porque foi essa maneira que encontrou de reparar todos os assassinatos cometidos: evitar outros assassinatos, abusos e agressões. No mesmo anime uma médica, a Megumi, produzia ópio que vitimava milhares. Ela tinha sido obrigada, mas mesmo assim produzia. Ao conseguir vislumbrar uma oportunidade de escapar, deseja se matar por ter produzido algo tão assassino. Mas é impedida por Kenshin que acredita que ela, como médica talentosa, pode se redimir salvando vidas.

Na África do Sul, uma história real. Um homem (que esqueci o nome) de uns 15 ou 16 anos cometeu um atentado terrorista, vitimando muitas pessoas. Assim que descobriu que havia criança entre as vítimas, ele se entregou à polícia. O motivo do crime? Racismo - ele havia sido criado por um cristão fanático que manipulou a Bíblia para fazê-lo crer que os negros "não eram de Deus" e outras coisas. E porque ele se entregou? Por culpa? O fato é que ele passou bons anos na prisão, pedindo perdão às vítimas sobreviventes. Uma delas resolveu visitá-lo. E não conseguiu perdoá-lo. Mas conseguiu acreditar nele. Ele, sinceramente, havia conseguido deixar de ser racista, enxergar os erros e mudar de verdade. Assim como seu prisioneiro de cela que foi condenado a mais de duzentos anos na prisão por crimes contra a humanidade. Esse prisioneiro era racista. Hoje ele é um homem mais honesto e muito menos preconceituoso. Devemos acreditar que eles realmente mudaram?

Uma segunda chance pode mudar a vida de alguém?

Até que pontos erros podem ser reparados? Até que ponto nós podemos mudar? Até que ponto dá para conseguirmos perdoar?

Eu não sei.

Sou do tipo utópica. Acredito, sinceramente, em segundas chances. Acredito que as pessoas sempre podem mudar - aos 15, aos 30, até morrerem, há uma chance de elas mudarem. Acredito honestamente que nem sempre as pessoas são irrecuperáveis. Acredito, no fundo do coração, que crianças como Roberto (ver o filme O Contador de História, uma história real) não podem serem consideradas impossíveis. Simplesmente ninguém tentou mudá-las, repará-las, dar uma vida de dignidade e amor. Mas eu sou tão hipócrita... eu falo demais de tentarmos perdoar e tudo o mais, mas eu sou a última pessoa a perdoar alguém. Eu sou a pessoa que gritaria a ordem "fogo!" se tivesse líderes genocidas diante de um pelotão de fuzilamento. Eu sou a primeira pessoa a dizer "bem feito" ao ver casos de gente que se deu mal fazendo algo errado. Eu sou a pessoa que mataria todos os estupradores se eu tivesse a oportunidade: e não me contentaria com matar. Eu torturaria, mutilaria, dedicaria esforço inútil a matar pessoas que considero pragas. Porque eu acredito em segunda chance para todas as pessoas, menos para aquelas que mataram e estupraram demais em muito tempo. Não acredito em estupradores arrependidos. Não acredito em genocidas arrependidos. Não consigo acreditar em dar segundas chances para pessoas que mataram tanto em situações inexplicáveis. Eu daria uma segunda chance ao Kenshin, porque ele matou durante uma guerra que ou você matava ou era morto. Eu até daria uma segunda chance para o terrorista adolescente sul-africano - se as vítimas deram, porque eu não daria? Mas eu não conseguiria dar a segunda chance para o genocida que é colega de quarto dele.

É hipocrisia? É.
É contraditório? É.

Eu acredito em dar uma segunda chance para namorados traidores.
Eu acredito em dar uma segunda chance para amigos-da-onça.
Eu acredito em dar uma segunda chance para todas as pessoas - menos os casos especificados. Mesmo assim só com as outras pessoas. Quando sou eu que sinto na carne, a situação é diferente. Eu não consigo perdoar. Eu dei muitas segundas chances na minha vida. Eu recebi muitas segundas chances também. E teve pessoas que nunca tiveram nem a primeira chance, assim que eu percebi toda a falsidade reinante. E teve pessoas que tiveram a primeira chance e eu nunca dei a segunda, na primeira vacilada. Depende das pessoas, depende de eu mesma naquele momento. Teve pessoas que me machucaram e eu nunca perdoei. Esqueci, ignorei ou guardei tentando ficar bem com aquilo, mas eu nunca perdoei. Mesmo assim eu sigo em frente, porque parar a vida dependendo de perdoar e ser perdoado não dá. Teve pessoas que machucaram meus amigos e eu também nunca perdoei. E tem pessoas que eu nunca darei uma segunda chance, simplesmente porque nunca precisaram, me decepcionaram antes que eu desse a primeira. E teve pessoas que já tentaram me machucar e me reduzir, e só tiraram de mim a impulsividade e raiva.

O que eu sinto é diferente do que outras pessoas sentirão e tudo o mais. Segundas chances só podemos dar quando interfere com a gente. Só podemos dar quando nos machucam e nos ferem. Só podemos ter o direito de conceder uma segunda chance quando fomos vítimas da vacilada da primeira chance. Só podemos dar a segunda chance se o nosso perdão for sincero. Porque as pessoas nos machucarão assim que tiverem a oportunidade, mas, querendo ou não, precisamos dessas pessoas para nos fortalecer. A força que vem da gente quando nos sentimos ultrajados e feridos é algo que supera os nossos limites. Mas há pessoas que machucam demais a ponto de causar traumas irreversíveis: como estupradores e assassinos. Por mais que possamos nos recuperar de namorados que nos trairam com as nossas melhores amigas - por mais que tenhamos força para enfrentar isso e até conseguir perdoar... como podemos perdoar as pessoas que tiram de nós tudo o que temos? Que nos trazem marcas que se aprofundam em nossas almas? Como perdoar pessoas que simplesmente te ignoraram quando você mais precisou? A culpa do outro é o que faz o nosso perdão? E a partir de onde que decidimos não perdoar, mas nos vingar? Eu seria, como disse, a assassina dos estupradores. Mas quanto sangue eu precisaria derramar até me sentir vingada?

Porque nem todo o sangue do mundo pagará o que as mulheres e crianças perderam ao serem estupradas.
Porque nem toda a raiva, nem toda a corda para forca, nem toda a eletricidade para cadeira elétrica pagará a dor que sentimos ao vermos povos mutilados.

Eu não perdôo. Ao ver a face das mulheres machucadas, eu sinto como se fosse em mim. Ao saber de atrocidades cometidas, ao conhecer famílias separadas por tragédias que poderiam ser evitadas com um simples "tudo bem? vamos sentar e conversar", eu não posso perdoar. Eu não posso sequer dar uma segunda chance. Sim, é possível pessoas mudarem. É possível que elas se arrependam e que tentem reparar por todos os erros. Mas é praticamente impossível conseguir nos curar depois que já foi feito. Aquilo fica na alma como uma cicatriz e mesmo que a dor suma e que ela sirva para nos tornar mais fortes, as lembranças nunca se apagarão por completo...


"Eu traí. Buzine se eu merecer uma segunda chance." [fonte: Sedentario.org]

E, sim, estou sumida, confusa, minha vida está um caos. Vocês conhecem a história e agradeço, realmente, pelos votos sinceros de me ajeitar. Vocês são a força desse blog :)

E esse post é uma pauta para a Interativos, sugerido por Juliana.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desculpe a ausência,

É que minha vida está uma bagunça.

Eu tenho provas e trabalhos sem parar.
Eu vou mudar de casa.
Meu celular pifou e com ele, seu despertador. Acordar atrasada é o que há - maldita tecnologia que nos faz dependente dela.

Minha vida está uma zona, eu nunca sei por onde devo começar e eu só sei que se eu não tomar ela de rédea de vez, vai desingrolar tudo e eu vou me ferrar bonito. Ainda por cima é Copa e estou começando a sentir raivinha das pessoas pseudo-patriotas que hasteiam bandeiras em seus carros e casas, dizendo 'olá Brasil!'. E ao mesmo tempo que eu tenho que dar conta das provas e trabalhos (são mais três semanas de aula até as férias. Sim, aqui na Bahia as férias vem com as festas juninas), eu tenho que ver casas, analisar a localização, opinar se o preço tá bom. O mercado imobiliário é um insulto de tão absurdo e injusto.

Pelo que estou sabendo, pela dificuldade de achar uma casa para seis pessoas, então procuraremos duas casas para três pessoas cada e cada casa se responsabiliza pelas despesas. Espero que isso dê certo (tem possibilidade de não dar, por conta de aspectos técnicos). E como vocês sabem, eu iria adorar, porque iria ganhar meu quarto - e isso inclui uma série de responsabilidades. Eu não tinha noção que era preciso tanta coisa para se ter um lar. Quer dizer, nunca pensamos que fósforos são algo que compramos, e não algo que está sempre ali, né? Talvez, pela primeira vez, eu participe das contas - não ativamente como pagar das contas, mas sabendo exatamente o quanto gastamos em cada despesa como luz, água, comida. Porque se morarmos só eu, minha mãe e minha irmã, teremos uma independência desconhecida.

Bem, ainda estou confusa sobre isso.

Espero resolver logo os endereços novos. Quanto mais cedo acontecer isso, melhor. É um porre perceber que dentro de um mês eu vou acordar em outro lugar. De novo. A sensação de encaixotar os meus livros, ficar insegura sobre as coisas perdidas, comer mal porque as panelas estão guardadas, ficar rondando pelo bairro para conhecer os pontos de referência, todas essas sensações são conhecidas demais. Tudo de novo. Sempre para frente, não é?

P.S.: quanto custa um roteador wi-fi? Eles são bons? Minha mãe quer um desses para colocar na nova casa. Ela também fala de comprar um notebook para mim *-*

P.S.:² perdoe se o assunto é repetitivo. Estou naquele tipo de estado que está impossível de se concentrar em qualquer coisa. A única coisa que me tira do pensamento 'mudança-escola-mudança' é assistir anime. Pra entenderem como estou.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

um pequeno conto real

Malas - Rodoviária - Prédio - Delegacia – Paixão

Havia começado o texto com uma narrativa.
Mas não consigo.

Eu penso em coisas aleatórias para essas cinco palavras. Cinco palavras difusas, formando cenas do cotidiano. Lembranças vagas esparsas. Eu nunca fui muito boa de lembrar coisas, confesso. Os nomes me somem, mas posso repetir as mesmas histórias. Posso repetir a história real de alguém. De uma mulher. Ela combina com essas palavras, talvez.

A história é:

Ela se apaixonou por um cara na loja que trabalhava como gerente. Ele era seu subordinado. Sabe quando você bate o olho e sente que deu certo? Que vai dar certo? Que o amor é tudo e que mais nada interessa? Ela morava em um prédio, num andar qualquer, totalmente sozinha. Ficaram juntos por uma noite, por duas, por três. Semana após semana, os dois queriam mais do que apenas paquera, rolo, azaração. Queriam alguma espécie de casamento, mas sem papel, porque era brega.

Acho que era 1987. Por aí.

Três meses passados, ela o convidou para jantar. A luz de velas, ela deu um presente: uma nova escova de dentes. Um convite, oficial, para ficarem juntos - apaixonados, felizes. Uma paixão que daria certo, independente do que a família dela falasse. Mas tudo bem - felicidade é ter amor, e eles tinham amor. Muito amor em 1988. Mais amor ainda em 1993. E ficaram juntos por uns onze anos - mas essa paixão foi se esgotando lentamente, delicadamente. Volta e meia ela tinha medo de ele ir parar na delegacia, por alguma briga - era muito esquentado. Mas o que mais a matava era as mulheres. As outras mulheres. Pensava nas filhas. Pensava em si. E pensava no orgulho que teria que engolir, caso o deixasse e fosse embora. Sua mãe, seu pai, seus irmãos e irmãs: não falei?

Mas alguma coisa aconteceu e a partir de 1994, as coisas saíram do trilho. Ele esquentou a cabeça demais, não a ponto de ir pra delegacia, mas isso era preferível ao que aconteceu: o emprego se perdeu. Dupla jornada, sustento em dobro, uma única mulher agindo como suporte para toda a pequena família. Redução lenta da comida, bebida e o dobro de dificuldades. Nunca passaram fome, e ela se sentiu eternamente feliz por hoje: pode dizer que nunca passou fome. Mês após mês, as coisas só pioravam. E a paixão sumira. O amor continuava, mas fraco.

Viajaram de uma cidade pra outra, tentando melhorar a vida. Nada adiantou.

Ele era terrivelmente orgulhoso e não aceitava cargos abaixo do que estava acostumado.
Essa foi a ruína.

Ela fez as malas, foi pra rodoviária levando as filhas e disse que ia viajar.
- Bye Bye - disse ela.
- Volte logo, sentirei saudades - ele disse.
- Talvez - e ela foi.

Entre idas e vindas, ela nunca mais voltou.
Entre idas e vindas, ela nunca mais aceitou voltar.
Entre idas e vindas, ela engoliu o orgulho e criou suas duas filhas com sua família.

Hoje?
Ele mora com outra família. Com uma antiga amante que lembra as datas de aniversário das filhas do seu atual marido.

O que aconteceu com as duas filhas?
A mais velha está se formando em biologia em agosto.
A mais nova está escrevendo essa história.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

odeio

Odeio falta de inspiração.
Odeio sentir que por mais tempo que eu fique na frente do computador, eu nunca conseguirei fazer tudo o que tenho pra fazer.
Odeio prometer a mim mesma que vou escrever algo que preste, e quando saio - 6h depois - não fiz nada de produtivo.
Odeio saber que não sou disciplinada.
Odeio mais ainda saber que isso não me ajuda em NADA, e realmente preciso dar um tempo.

Digamos que eu nunca fui a garota mais madura, consciente e inteligente que havia. Eu só era questionadora, e é isso que sou. Nada a ver com ser mega-inteligente ou madura. Só questiono absolutamente tudo, sempre desconfiando de todas as revistas, todas as pessoas e todas as leis. Mas as pessoas me tomam como uma garota modelo e a própria diretora do meu colégio dizer que eu era a mais inteligente do colégio não me ajudou em nada. Na verdade piorou, porque comecei a sentir que tenho que cumprir o que esperam de mim. Bem, não tiveram.

Sou estupidamente desorganizada.
E fico cada vez mais distraída e fico triste demais por coisas idiotas. Ontem perdi a minha chave com chaveiro, e não está no Achados e Perdidos no Fórum. Não tive a minha sorte que sempre tive (de sempre achar as coisas perdidas), e isso me entristeceu tanto que nem imaginam. E era só uma chave, mas o chaveiro tinha valor sentimental, mas era só meu namorado me dar outro dado verde que ficaria tudo resolvido. Mesmo assim. Odeio perder coisas.

Odeio não ser produtiva.
Tudo bem. Caí muito no meu padrão - da aluna mais inteligente do colégio à uma repetente? uau! - e isso não me fez mal. O que me faz mal é indisciplina na hora dos estudos, falta de concentração e uma capacidade incrível de me distrair com bobagens. Mas repetir? De jeito nenhum. Inclusive, esses dias, estava estudando para Sistemas Operacionais e conclui que se as pessoas conhecessem mais os seus computadores, elas seriam menos enganadas por alguns técnicos fdp de informática. Quando conseguir me aprofundar melhor nesse assunto, o suficiente pra ensinar, eu faço um post em relação a isso, que tal?

Dica de Filme: Desmundo. Filme brasileiro, passa-se no Brasil Colonial, em 1570. Os atores tem dentes normais, a iluminação é precária e todo mundo fala "mira" em vez de "olha!" por conta do português arcaico. O filme vem com legenda para a gente entender o filme feito no nosso país, nossa língua, nossos atores. Eu adoro o filme, mesmo sendo triste, mas meus colegas acham um saco. Difícil de encontrar pra baixar, boa sorte, porque não achei.


não precisam ficar preocupados comigo. É só um desabafo pessoal, porque não consigo fazer qualquer texto sobre outra coisa.

sexta-feira, 19 de março de 2010

dor, dor, dor.

Tendinite é a inflamação de um tendão que surge usualmente através do excesso de repetições de um mesmo movimento (LER - Lesão por Esforço Repetitivo). Não é adquirida necessariamente no trabalho, mas com a difusão da informática, tornou-se uma importante doença ocupacional.

Em consequência, esta condição afecta pessoas que dispendem muito tempo realizando uma mesma tarefa, quer em trabalho quer em lazer. Os grupos mais afectados são operários de linhas de montagem, que têm uma única tarefa ao longo de uma carreira de trabalho, e pessoas que utilizam demais o mouse de um computador.

A tendinite provoca dores muito fortes e pode resultar em incapacidade física. Os sintomas de aviso incluem sensação de dormência nos dedos, mãos frias e dificuldade de realizar tarefas simples como apertar um botão.

Uma vez que a tendinite é uma condição de difícil tratamento, uma prevenção eficaz é a melhor solução. As medidas preventivas mais aconselhadas incluem a realização de pausas frequentes no trabalho e a diversificação de movimentos realizados.

Fonte: Wikipedia



Espero sinceramente que não tenha isso. Mas só sei dizer que minhas mãos estão doendo muito e isso significa que posso acabar diminuindo o ritmo das postagens, porque mesmo escrever já é doloroso. Estou tendo que digitar muito mais lento pra não doer tanto, e espero poder ir ao médico logo. Com certeza ele vai me mandar diminuir meu tempo no computador =/
E nem estudar direito dá, porque dói escrever incluindo fazer contas pra treinar pra prova i.i'

É. Acho que estou ferrada.

P.S.: isso explica minha ausência de respostas aos comentários. Eu simplesmente parei de ir em blogs pra responder daquela forma longa como gosto, e estou mais em páginas que só precise ler e clicar, sem digitar. Realmente peço perdão por isso ;_;



A culpa é toda minha. Quem manda eu não ouvir mamãe?

domingo, 11 de outubro de 2009

um, dois

1. Queimar.

Queimar tudo que há no passado. Queimar tudo que faz mal, que arde, que é danoso. É tão bom simplesmente conseguir dar um passo para frente, simplesmente sem olhar pra trás. Dormir sem pensar nos ontens, porque tudo se dissolveu em cinzas. Papéis se queimaram, e foi você quem acendeu o fósforo para que isso acontecesse. E ainda há vestígios, mas eles só existem na sua mente. Porém você controla a sua mente, e é só sorrir e apagar as lembranças. Ainda consegue se fortalecer, e não é porque houve uma ajuda divina, é simplesmente porque você conseguiu engolir tudo que não estava conseguindo, e consegue simplesmente andar para frente, libertar-se das correntes que te prendem ao passado.

Foram meses demais me lamentando, tentando superar tantos estigmas quebrados. Mas agora sei o que sou, e sei o quanto boa posso me tornar. E ao fogo lanço todas as minhas lágrimas, porque eu cansei delas. Era pra ter feito isso há muito tempo, se eu soubesse o quão bem me faria. Agora sinto que ainda tenho uma chance, que ainda eu posso conseguir meus louros. E consegui dar o primeiro passo: me livrar das correntes que me diziam que eu não iria conseguir, o quão eu era fraca e inferior. Agora falta o segundo, o terceiro e quarto passo. O segundo é manter a calma, o terceiro é controlar o tempo e o quarto é rir das desgraças. E, claro, todos os passos envolvem estudar. Mas agora, felizmente, as notas já não são mais um significativo de como eu sou inteligente: elas não traduzem o que eu penso, nem medem a minha inteligência. Elas só traduzem o quanto me esforcei naquele momento exato que fiz a prova.

Mas, ainda tenho chances. E meu esforço não terá sido lançado em vão.




2. Uma sociedade toda igual.



Ainda espero por um dia em que todos sejam iguais, e não falo de cor, orientação sexual ou interesses. Falo de todos serem iguais perante a lei, como a Constituição diz que é, e como não acontece na prática. Eu desejo que haja um dia em que as igrejas se calem com seus sermões e julgamentos sobre outras pessoas, desejo que as pessoas calem a boca ao invés de xingarem outras pessoas de tantas coisas inúteis, desejo ainda que haja uma lei que não selecione os cidadãos por serem brancos, heterossexuais e ricos.

Ainda há de chegar o dia em que ninguém associará homossexualidade com pedofilia, porque não faz o mínimo sentido (se for assim, associemos heterossexualidade com estupro - e ninguém faz isso, é ridículo!), ainda há de chegar o dia que não haverá tantas perseguições religiosas. Pastores e padres, calem-se: vocês não são emissários de deus para falaram em nome deles. Vocês não tem esse direito, vocês não tem linha direta para saberem da vontade divina. Resignem-se à sua humanidade, e pensem em como é injusto condenar homossexuais, que são, antes de tudo, seres humanos. E daí se a Bíblia, suposto livro sagrado, fala que isso é pecado? A Bíblia também fala que apedrejar mulheres é algo aceitável, mas vocês fazem isso? Não mais...

Ainda há de chegar o dia em que sejamos todos iguais perante à lei. Em que um gay tenha os mesmos direitos que eu - e quando esse dia chegar, eu garanto: farei uma festa (: