quarta-feira, 16 de março de 2011

"Almas Unidas"

Eu nunca gostei muito de blogs literários, nem de blogs sentimentais. Eu sempre preferi aquele gênero "informação", de blogs que falem de política e feminismo e coisas do gênero. Mas hoje eu não estou exatamente boa (em termos físicos, não psicológicos, não se preocupe) e achei uma história que escrevi há tempos. E eu queria postá-la aqui.

Essa história foi escrita para um concurso que a revista Capricho promoveu. O tema era "romance sobrenatural" e o vencedor ganharia vários livros de Meg Cabot. Eu não ganhei o concurso (o texto que venceu era algo sobre uma garota e um vampiro), mas deixei o texto aqui e eu gosto dele ainda, mesmo com todas as falhas.

O texto tem exatamente 500 palavras, o máximo permitido, e me inspirei um pouco na novela Alma Gêmea - porque Serena, a mocinha, só reencarnou para buscar a alma do amado dela e assim se unirem. Não tem reencarnação, mas tem almas que deveriam estar unidas. É curto, é pequeno, nem é tão bom. Mas eu o amo.

A seguir, "Almas Unidas" (o título original é Unidas as Almas, mas soou estranho hoje).


Não conseguia dormir o rapaz.

Só olhava o lago com olhos vazios, olhos que muito perderam na vida. Estava ali, encarando as águas calmas, perdido em lembranças amorosas. Com carinho, mergulhou os pés no lago, murmurando alguma música que Lara gostava muito de cantar. Fazia como sua amada: cantarolava com doçura, sempre repetindo os versos pausadamente. Mas Lara se foi. Seu espírito aventureiro se afogou junto com seu vestido de noiva, e seu sorriso não apareceria mais para confortar o noivo que deixou no altar, à sua espera. Agora tudo o que restava são memórias que só aumentavam a dor, janelas que se abriam misteriosamente, beijos que ele sentia na calada da noite. Acordava, sobressaltado e ofegante, lembrando das palavras ásperas e mexicanas. Sempre. Aquela vidente tinha olhos escuros e voz gutural.

Nunca poderão ficar longe. Nunca.

Mas agora as palavras não tinham importância. Estava longe de Lara, atrás do véu do mundo dos mortos. Queria estar com ela agora, ver seus delicados olhos a sorrirem, rir mais um pouco. Só que estava à beira do lago, perdido da vida. Ergueu os olhos, imaginando Lara remando, com toda alegria e coragem. Mas Lara estava. Sentada nas águas, sorriso aberto. Vestido de noiva a lhe rodear, olhos castanhos a sussurrarem conforto. Ele, perdido e louco, ergueu ambas as mãos a pedirem um pouco de riso.

Sempre ficarão juntos, por toda a eternidade.

— Venha – ela disse, abrindo um gentil sorriso e abrindo os braços – e nós nunca ficaremos longe um do outro novamente.

Estava delirando? A resposta em nada importava. Lara era tudo o que ele queria. Lara era tudo que importava. Mergulhou no lago, sem saber nadar, atrás da sua amada. As águas negras se agitavam com indiferença, não sentia mais o chão abaixo de si, e podia ter coisas perigosas naquele lago banhado pela noite. Alcançou Lara. Sentiu na carne o cheiro de sua amada lhe dando a mão. Mas quando a tocou, nada conseguiu sentir. Estava ali, à sua frente, mas tocar Lara era o mesmo que tocar o ar. Vazio. Triste. Nada.

— Meu querido – Lara lhe abraçou. Era só vento. Só ar. Uma estúpida ilusão de quem tivera alguém roubado. Chorando, tentou se entregar à Lara, sofrendo o pesadelo do homem pela metade. Tremendo de frio, começou a boiar, já não pensando mais em viver.

Ele fechou os olhos, lágrimas ainda lhe cegando. Lara o acolheu, beijou sua testa, lhe disse mil vezes o seu amor. Partia-lhe o coração buscar a alma de quem amava, mas a vidente há muito dissera que almas unidas jamais poderiam se separar, nem mesmo quando a morte vinha. Não havia mais chão debaixo dos dois, e ele não sabia nadar.

Com tristeza, sentiu o peso da alma em suas mãos. E com alegria sentiu o calor de ter, novamente, de volta metade de quem era. Porque não eram duas almas distintas, e sim, metades que se precisavam, se queriam, se amavam. E Lara, compadecida, levou o amado para si, para o além.


from We♥It

domingo, 13 de março de 2011

uma resenha curta e pouco digna para uma obra tão boa

Fechando a conta nesse Carnaval, eu assisti uns seis filmes [Burlesque, Atividade Paranormal 1 e 2, LelleBelle, Warrior Way -algoassim-, Cisne Negro para fechar] e ainda acho que esqueci algum nessa lista. Assisti poucos episódios de Supernatural, parei bem quando Sam recupera sua alma - ainda não vi o que vai acontecer. Assisti os últimos episódios de Glee. E terminei de reler a série Harry Potter e li o primeiro livro da série Os Instrumentos Mortais, Cidade dos Ossos. Basicamente não se pode dizer que fiz algo de útil, a não ser assimilar conteúdo digno e artístico. E definitivamente o que mais causou impacto foi meramente um filme.

Cisne Negro.

Assisti ontem e talvez, por isso, eu ainda sinta todo o drama da protagonista. E eu sei que o filme está sendo falado horrores em tudo que é canto, mas é que é aquele tipo de filme que você não consegue deixar de comentar, sabe? Eu não sei muito bem o que comentar do filme sem estragar as surpresas e mesmo que eu falasse do começo ao fim, não ia estragar nada - você ainda teria que assistir para entender e ter a sua visão. Natalie [a fdp que é linda, inteligente e talentosa e eu quero matar um dia, beber do sangue dela e absorver todos os talentos dela como os índios canibais de antigamente] interpreta uma bailarina, isso você já sabe. É sobre balé, você também sabe. E é um terror psicológico, bem, você também tá sabendo disso.

Primeiramente eu gosto desse gênero - acredito fielmente que fantasmas e maldições ferem muito pouco comparado aos estragos em nossas mentes, profundezas de traumas e personalidades. Em Supernatural, por exemplo, por mais sofrimento que Sam tenha passado na vida, ainda assim o maior inimigo é ele mesmo - sua personalidade que quase o levou às ruínas várias vezes. Você pode observar isso em vários filmes e livros - nós, independente do que tenhamos passado, escolhemos como passar por aquilo - e é essa escolha que faz com que nós possamos ficar bem ou não. Nina é frágil e desequilibrada, e também é ambiciosa. Ela passa quase o filme todo com expressão sofrida como se não merecesse nenhuma dos elogios, embora ela deseje o papel principal, e mesmo quando ela o ganha, ainda assim ela é hesitante sobre se ela merece ou não aquilo. Ela tem dúvidas sobre o quão boa é, mas no fundo ela tem certeza de que aquilo é tudo o que ela deseja fazer. Porém essa ambição é o que a prende e a arruina psicologicamente, e ela percebe que está se dividindo cada vez mais e não é no sentido financeiro.

Tudo é delicado, arrebatador, triste, incômodo - é um filme terrivelmente belo ou belissimamente terrível. Tem cenas de profunda agonia envolvendo unhas e pele, tem sustos eventuais e a parte mais importante: não, você não terá fronteiras entre o real e o imaginário. Não imagine terminar o filme sabendo o que aconteceu mesmo e o que não aconteceu, e muito menos você terá as respostas. Na verdade você terminará o filme com mais perguntas do que respostas, e uma boa oportunidade de se refletir sobre o filme a partir de praticamente qualquer pressuposto. Você pode relacionar o filme com distúrbios alimentares, absuso sexual, proteção extrema, ditadura da beleza e por aí vai. E tudo isso com passadas de balé. E eu não sei mais o que dizer do filme, porque não tem muito o que dizer. Eu só vou dizer: hey, assista. Depois você vem me contar o que achou.


segunda-feira, 7 de março de 2011

clubes noturnos e violinos,


Olha, eu não esperava grande coisa de Christina enquanto atriz não. As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu a amo, idolatro e venero e eu praticamente sou aquele tipo de fã que acha que ela é a melhor em tudo que faz e não deve ser subestimada, nem seus talentos questionados. Mas isso é papo de fã e eu como fã ardorosa fiquei com receio quando o filme Burlesque, primeiro filme com ela e tudo o mais, iria estrear. Porque, vocês sabem, cantoras pop raramente dão boas atrizes. Quer dizer, temos bons exemplos como Barbra e Cher. Acontece que isso não é regra, e sim exceção. Madonna só se destacou mesmo em Evita, o único filme que todo mundo deu crédito e rendeu prêmios. Mas veja a ex-amiguinha de adolescência de Christina, a Britney Spears. Vá ver o único filme que ela fez, lá na época que ela sensualizava com uma cobra. Crossroad é um filmezinho adolescente totalmente clichê e a atuação de todo mundo é duvidosa. Nada ajuda: nem o roteiro, nem a história, nem a Britney salva a trama. Então vocês podem imaginar o meu receio ao imaginar como Burlesque seria, ainda mais porque Christina não é exatamente lá essas coisas em drama (Hurt e You Lost Me, seus videoclipes mais chorosos, comprovam isso).

E não é que me surpreendi? Sabe, Burlesque não é nenhuma obra de arte. E eu sou suspeita para falar porque eu amo musicais e amo filmes sobre mulheres. Musical é um gênero que me atrai desde criança por ter muita dança, muita música, muita arte, é algo que é maior do que apenas um filme, é só aquele sentimento de você estar ali, representado no meio da fotografia, atuação, roteiro e música. Para mim, o melhor musical é Chicago, eternamente, e não existe um que eu consiga odiar realmente, por mais que seja ruim (tipo High School Musical). Sempre acho que musicais, por piores que sejam, sempre tem uma música boa no meio disso tudo ou algum momento cômico que faça você dar um sorriso. Então eu sou totalmente suspeita para falar de Burlesque, porque é um musical recheado de números de dança muito bem orquestrados e trabalhados, e eu adoro músicas do gênero. E eu amo Christina Aguilera, acho a voz dela linda e perfeita - mesmo ela não tendo tanta técnica quanto, sei lá, Mariah Carey.

Quem se destaca no filme? A Christina, por ser protagonista, obviamente. Ela tem 30 anos, mas no filme parece uma jovenzinha de vinte anos com seus cabelos loiros e brilhantes (uma peruca obviamente, já que na época das gravações ela estava com o corte chanel) e olhar de criança. E tem vezes que você consegue esquecer que ela é a Christina - vencedora de cinco Grammys - e só vê a Ali, garota que veio do interior para fazer sucesso. A atuação dela se garante ali. Mas não espere demais do roteiro, porque a história não tem nada de mais. O começo é risível - em menos de cinco minutos, a Ali já chega em Los Angeles para fazer sucesso e simplesmente não tem espaço para desenvolver a personagem. Sabemos muito pouco dela antes, e depois descobrimos somente que ela não tem ninguém e que a mãe dela morreu quando ela tinha lá uns sete anos. Os outros tem seu destaque: Cam que interpreta um garçom pianista de músicas nunca prontas e possui um estranho ar de mímico quando está usando delineador, a Cher que é a chefona do local e até que se dá bem, mesmo com todo o botox que impede pessoas de atuarem bem, Kristen Bell faz uma malvadinha vilã que não assusta nada e o adorável Stanley Tucci que absolutamente brilha em Ossos Adoráveis (minha tradução do filme que é conhecido como Um Olhar do Paraíso, fiz uma review dele aqui) volta ao seu papel em O Diabo Veste Prada para ser um cara que simpatiza com a mocinha e é um amável amigo da durona.

Mas o que segura o filme nem de longe é a história, é simplesmente as perfomances. Uma a uma elas se sucedem, tendo pouco a ver com a história do filme em si (o que diferencia dos musicais como Moulin Rouge ou Chicago, cujas músicas eram entrelaçadas à história). São, em geral, números do clube noturno que é o palco principal da história, mas você não desejará pulá-las: a dança frenética e ritmada, a voz poderosa de Christina que guia a maioria das músicas e a atuação que fica entre cômica e sensual combinam muito bem, como se fossem plano de fundo da vida que todos ali tem, mas ao mesmo tempo sendo o elemento principal. Eu adoro comentar as músicas. Tenho adoração especial pela primeira, a Something's Got A Hold On Me que é contagiante e divertida. Mas você só começa a se surpreender quando Christina canta Tough Lover, no começo à capella, depois tendo a banda. Mas no meu olhar de fã, eu acho que a melhor perfomance é a da música But I Am a Good Girl. Eu sei que as pessoas preferem Express que foi perfomada no AMA 2010 ou Show Me How You Burlesque, mas eu adoro essa partezinha adorável de uma garota brincando com grifes. Christina está absolutamente linda e amável, e dança melhor do que nunca (e eu espero, sinceramente, que ela lembre de todas as aulas de dança que teve na hora de fazer suas futuras turnês). Basicamente o roteiro é clichê, mas a atuação, música, figurino, bem todas essas coisas são tão deslumbrantes que faz valer as suas duas horas valerem a pena.

Para baixá-lo [legendado]: Filmes com Legenda



Mas se você não gosta de musicais ou de cantoras pop, eu sugiro outro filme. Ele é sueco, o que confere um automático ar cult - não importa o quão trash seja. Você sabe que europeus nunca são ruins, somente "cult trash". Europeus sempre tem classe. O filme em questão chama-se LelleBelle - não sei o que exatamente significa o título, acho que está relacionado ao nome da garota que é "Bella sobrenome-que-não-lembro". E você deverá ver se você gosta de filmes suecos, filmes sobre música clássica e/ou filmes sobre sexo - em todos os sentidos. A protagonista Belle é uma garota de 19 anos, virgem (sim, essa informação é importante) que só pensa na carreira. Ela quer ser uma grande violinista e passa horas ensaiando várias composições clássicas, e é a única em seu meio que não pensa muito em sexo - seu namorado está louco para chegar nas finais e sua mãe trabalha com algo relacionado (não explica muito bem, é como se fosse um retiro para casais transarem). Ela consegue uma audição em uma escola conceituada de música, fica toda empolgada e corre para fazer a primeira fase. E toda sua vida muda.

Belle acaba descobrindo que ela toca melhor violino quando ela recém-acaba de dar uns amassos em alguém - descobriu isso quando um estranho aparece do nada e lhe beija antes de ela prestar a primeira prova, o que deixa ela alvoroçada e cheia de fogo - e faz com que ela passe para a segunda fase. Daí em diante, Belle passa a procurar o rapaz que lhe beijou e pensa que para que possa tocar violino maravilhosamente, ela precisa de sexo - e busca isso com garotos de programa. O filme não tem o típico ritmo de Hollywood e nenhuma piada suja a respeito, somente as cores vívidas e a poesia delicada da fotografia e cenas - que são explícitas. Não considero que seja exatamente um filme que você veja em uma família conservadora, considerando que não existe barreiras nem obstáculos: há sexo entre meninas e orgias sensuais, e não há nenhuma discussão sobre se o que ela está fazendo é certo ou não. Não existe ninguém para dizer que ela deve se prender ou não, e Belle descobre aos poucos o que a satisfaz e o que a deixa insatisfeita e como ela deve buscar a melhor maneira de explorar seus talentos sem magoar pessoas, e apesar de tudo a música ainda dita o filme: você vê jovens de vinte anos se maravilhando com violinos, contrabaixos e pianos.

Para baixá-lo [legendado]: Filmes com Legenda

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

como uma nova vida,

Ter uma nova casa é inspirador.
Sim, mudei de casa novamente, mas não mudei o endereço. Só subi um andar, e agora terei que subir mais um lance de escada - o que significa mais exercício e coxas mais definidas. Isso é a parte boa, acho. Agora meu quarto tem janela com vista para um pouco da minha cidade e devo dizer que por mais que minha cidade não tenha lá muito estilo, ainda assim é fabuloso ver o pôr-do-sol pela vista do seu quarto. Eu amo olhar a cidade de noite e ver as luzinhas acesas, morrendo de vontade de ter um binóculo e espiar a vida por trás de cada janela dos prédios ao redor tal como Lázaro Ramos em O Homem Que Copiava (adoro esse filme!). Mais agradável ainda é acordar podendo ver a cor do céu pela janela - geralmente um azul médio meio nublado. É claro que as mudanças tem lá seus problemas e sempre rola do chuveiro que não esquenta direito e outros pequenos problemas. Mas no geral eu adoro mudanças, mesmo elas me dando um trabalho desgraçado. Você tem que selecionar o que é importante e o que não, separar tudo em caixas e sacos, desmontar guardas-roupas e estantes, não esquecer de nada importante e depois fechar a porta, entregar a chave e nunca mais voltar.

Mas quando você abre as caixas e sua casa torna a ficar arrumada, você entende que é como uma vida nova. E você aprende muitas coisas em mudanças que pessoas nunca aprenderiam vivendo somente em uma casa a vida toda.

Primeiro: casas são apenas tijolos. Suas lembranças ficarão para sempre contigo, mas o cimento, concreto, cerâmica e tudo o mais são somente isso: matéria. Um dia você irá embora inevitavelmente e um dia sua casa virará pó. Alguém a derrubará - seja uma empresa que quer construir um arranha-céu, seja uma chuva forte demais. Mas entenda: a casa que você tanto ama cairá e é bom você estar preparado para isso. Porque todas as coisas tem um fim, e assim que é a vida.

Segundo: depois de um dia indo de um canto a outro, colocando fogão e geladeira, tentando manter um caminho livre para as coisas passarem, não se preocupe em arrumar a cozinha. Você está cansada demais para isso, e sinceramente você deve estar com os pés e braços doloridos de tanto carregar peso. Então simplesmente ache os talheres e copos, peça uma pizza por telefone e relaxe. É a melhor coisa do mundo: você no meio do caos absoluto comendo pizza com pessoas que ama. É como se fosse a véspera de uma nova era, e você sabe disso.

Terceiro: entenda cada mudança como uma nova vida. Você não precisa ser como eu que muda quase todo ano, mas provavelmente você mudará de casa ao sair da asa dos pais, quando arranjar um emprego melhor, quando se casar, quando tiver filhos e precisar de um espaço maior e tantos outros motivos. Mas mudança nunca é algo ruim. É chato e cansativo, e dá um trabalho dos diabos, e dá vontade de chutar as empresas de mudanças quando os caras chegam com três horas de atraso e arranham sua mesa favorita. Porém a menos que você seja protagonista de um filme de terror cujo cenário seja uma casa mal assombrada, vai ser bom. Você aproveita para repensar suas vidas, jogar ou doar o que é velho e ficou para trás, comprar coisinhas novas para seu lar como uma xícara de porcelana que simplesmente é a coisa mais linda que você já viu, pensa na organização dos móveis, arruma a torneira e todas essas coisas domésticas tem um ar favorável. E daí que depois de um mês as coisas voltem ao normal e a sensação tenha passado? É só arrumar tudo de novo e sempre, sempre ficar bem com seu lar.

Quarto: paciência, muita paciência. Porque passado o deslumbramento de você ter encontrado "a casa perfeita", eventualmente descobrirá que ela possui alguns probleminhas.