domingo, 29 de novembro de 2009

dois filmes sobre família

Orações para Bobby.




Sinopse: uma família super-religiosa composta de um pai, uma mãe, dois garotos e duas garotas. E um dos garotos é gay. Pronto, sua mãe quer lhe fazer mudar a toda força colocando versículos da Bíblia por todo o canto, Bobby (o tal garoto) já não aguenta mais todo mundo lhe olhando como se fosse um marginal, e etcétera. Até que... Bobby se mata. Pois bem, isso está na sinopse embora demore uns 40 minutos para acontecer isso. E então a mãe começa a reavaliar seus atos.

Comentário: não é um filme original, nem nada do tipo. Não tem um final de deixar você de boca aberta, nem uma fotografia maravilhosa e etc. Porém é um filme que recomendo a todo mundo pelo enredo, pelas atuações e pelo roteiro. E principalmente pela mensagem embutida. A mãe, Mary Griffith (interpretada por Sigourney Weaver - a única outra coisa em seu currículo que já vi foi WALL-E, no qual ela faz a voz do computador), vê seu mundo se desmoronar quando Bobby (interpretado por Ryan Kelley, que fez Smallville em algum papel desconhecido por mim) se diz gay diante do irmão que conta à mãe que conta pra todo mundo. Antes ela era a mãe duma família perfeita: tradicional, cristã, correta. Em seguida, com a revelação, ela passa a agir como se Bobby fosse um pecador que ela tem que salvar do fogo eterno porque ela deseja que toda a família se reúna, depois da morte. Isso significa espalhar pela casa papéis com frases da Bíblia que declaram o quanto podemos nos redimir, basta termos força de vontade. Obviamente Bobby vai ficando revoltado com isso, e vai se dividindo entre a família e ele mesmo. Até a noite trágica que ele resolve se matar, e dar um fim a tudo isso.

Eu recomendo o filme para todas as pessoas, inclusive para os pais. Principalmente se você for gay e quer se assumir perante seus pais: faça-os assistir ao filme, e no fim, quando sua mãe estiver caindo em lágrimas, revele-se. Não consigo imaginar como alguém vai ter coragem de dizer que gays são errados e pervertidos depois de ver o filme, é uma incoerência ilógica! Quando a mãe procura respostas pra saber se o filho está no inferno ou não, acaba indo se deparar com um universo que lhe mostrou o quão estava errada em discriminar Bobby. Seu erro já foi feito, porém ela percebe que ainda há uma forma de se redimir: lutar para que não haja outros Bobbies que queiram se matar, outros Bobbies que se sentem humilhados e depreciados pelas suas famílias. Em suma, ela se torna uma ativista em prol dos direitos dos gays. Além disso a história é baseada em fatos reais, ou seja, tem pontos a mais - adoro filmes lindos baseados em fatos reais.

Sinceramente, esse filme deveria passar na TV tipo Globo ou Record. Na Sessão da Tarde e não vejo porquê não - já passou um filme na Sessão da Tarde que falava sobre tráfico de bebês, muito bom por sinal. Porém sabemos que o tema é sério e pesado pra crianças verem, e se eles acharam esse filme adequado para crianças, então Orações para Bobby também deveria passar: não tem sexo, não tem violência, nem diálogos obscenos. O máximo que rola são beijinhos hetero e gay, nada de mais. Além do mais o filme foi feito para a TV, ou seja, nada que contradiga a moral tem no filme. É um filme muito decente e correto que rola de assistir com qualquer um, até com um bebê.



Uma Prova de Amor




Sinopse: uma família descobre que a garota caçula, Katie, tem câncer diagnosticado com uns três anos de idade, e a saíde "brilhante" que os pais encontraram foi terem uma filha geneticamente compatível para que ela possa doar as coisinhas do corpo dela para a irmã. Durante onze anos, Anna vai doando tudo: células, sangue, medula. Quando os rins de Katie deixam de funcionar, Anna já tem onze anos e um histórico médico de impressionar qualquer um com tantas internações, doações e problemas decorridos em função de tanto ajudar a irmã, funcionando como uma cobaia. Nesse período, a mãe de Katie e Anna decide que a mais nova, a Anna, tem que doar um dos seus rins para a Katie. Anna se recusa e processa seus pais, pedindo por emancipação médica. E eis a história se desenrola.

Comentário: lindo e doce. Basicamente mostra como uma família desabou e depois se estruturou em forma da doença da filha, e quando algo tenta 'tirar' essa doença, a família se vê sem seu chão de novo. A briga entre Anna e seus pais, enquanto ela argumenta que é tão gente quanto a irmã, e merece atenção, os enlaces no tribunal na qual uma garotinha de 11 anos pede ajuda à juíza para ter o direito de não ter que se deitar e doar algo sem sua autorização, a luta de Katie para que todos aceitem que ela quer morrer - e em paz, além de seu sentimento de culpa por ter 'roubado' a atenção da família, tudo isso pincelado de cenas doces e ternas.

Além disso Cameron Diaz prova que sabe fazer drama quando está no papel da mãe que deixou de trabalhar com advocacia pra cuidar da filha e se desespera só de imaginar a garota morta. Se pra manter a Katie viva tem que mantê-la num hospital, vomitando 24h e ingerindo remédios que fazem mais mal do que bem, ela o faz. E aliada com a Abigail Breslin (esse é um nome que você tem que guardar: ela fez a Pequena Miss Sunshine e Sem Reservas e arrasou), a atriz que interpreta a Anna, a garota gerada para manter a irmã viva, Cameron se torna ainda mais dramática, realista e crível. As duas simplesmente são maravilhosas. ;*



Ela não é uma graça? rs


Ah, sim, coisas pessoais, deixe-me ver:
• Estamos indo relativamente bem na arrecadação de dinheiro para viajar até Campinas - SP fazer a última prova da Olimpíada de História. Estou realmente empolgada, e ao que tudo indica, viajaremos dia 10 de dezembro! *-*

• Ainda bem que logo, logo ficarei de férias. Pode ser que eu saia da escola, o que é muito provável considerando minhas notas em Quimíca e Eletricidade Básica e o fato de que eu não estou afim de encarar o 2º ano mais uma vez. Então provavelmente sairei de lá e farei o 3º ano com dependência em Quimíca (já que Eletricidade só tem na minha escola), o que pode ser legal visto que nas outras escolas tem mais disciplinas voltadas ao debate sobre o mundo (me senti estranhamente alienada no CEFET quando o único espaço pra discutir polêmicas era na aula de História, de vez em quando) e também não terei que fazer o 4º ano *-*

Vai ser uma pena mesmo, mas paciência. Eu sair do CEFET e ir pra uma escola normal e regular, não quer dizer o fim do mundo: o único problema é $$$, essas escolas normais são caras e custam mais do que o que valem. Mas a vida é agora, e não vou ficar estressada porque não consegui passar em Eletricidade - eu não fui feita para números, e sabia disso desde o começo. Mas ao menos eu tirei 7,2 em Matemática e 8,8 em Física *-*

2 comentários:

Anônimo disse...

Luna, adorei o post! Deve ser muito difícil descobrir que tem um filho gay, mas descriminar o garoto? É pau,né! Meu tio é gay (e eu só descobri isso há um ano)e qando eu perguntei pra minha vó qual foi a reação ela quado descobriu, ela disse: " Eu já sabia." e que chorou muito,mas depois de um tempo se conformou e é super feliz! E tipo, quem conhece meu tio, acha que ele é macho! Só descobre que ele é gay se ele disser.

Bom, adorei mesmo o post!

bjs ;*

- Thaís acentuada rsrs

Franci disse...

Adorei as dicas de filmes,e desejo que você saindo ou não do CEFET tenha sucesso,e realmente não é o fim do mundo. :)