terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

lições de 2009 no campo escolar

Bem, não posso dizer que eu estava realmente interessada em postar hoje. Mas pus na cabeça que tenho que postar hoje, porque tenho um compromisso com os leitores - sejam os que comentam ou não, e além do mais, se eu não sou responsável nem para postar regularmente, como serei para rever os conteúdos como a boa aluna que tenho que ser em 2010? Meu senso de organização é péssimo, acumulo coisas demais, prometo sempre escrever o novo capítulo de Três Fadas e nunca escrevo (ou seja, mil perdões à Umrae!) e meu caderno sempre vira uma zona depois de uns dois meses, além da minha agenda que nunca uso e etc, etc, etc.

Mas postar nesse blog meio que me alivia e me faz ficar melhor, então por que não? Quando sair daqui, eu tenho que dar uma olhada no livro que peguei hoje de eletricidade (Introdução à Análise de Circuitos, de Robert L. Boylestad) - o fato de eu ter pego um livro de nível superior para estudar logo no primeiro dia de aula indica o quanto estou empenhada em melhorar nessa minha segunda chance de fazer o segundo ano. E não é algo tão CDF, acho realmente que estudar as coisas antes que seu professor as ensine é uma boa. Sempre agiliza seu tempo e tudo o mais. Então meio que inspirada pela minha súbita vontade de ser a aluna #1 da sala, resolvi fazer um post sobre isso, então.

escola aeae. animados para o novo ano escolar? -n


Eu aprendi em 2009 que

• Professores são criaturas duas-caras. Eles são uns fofos quando estão falando da filhinha de quatro anos, são os melhores amigos quando falam de filmes ou qualquer coisa do gênero. E plenos carrascos em sala de aula. Meu professor de eletricidade do ano passado (aposto que se ele vier a ler isso aqui, ele vai rir de sarcasmo e crueldade -s) achava que qualitativa era dar ponto de graça para os alunos (para alguns, o único ponto de toda a unidade) e a sua bondade máxima e potencializada era um trabalho na forma de uma lista de exercícios de três questões para o dia seguinte. E não adianta reclamar, ele está sendo tããããão bom *-*

• Ficou em 1º lugar? Sempre foi o melhor aluno? HA! Entre em uma escola de verdade -q, e aí você vai ver: suas notas despencam ao ritmo que você pensa em como -DE REPENTE!- virou a pessoa desesperada por um 5,3 na segunda unidade ou tudo se lasca. No fim das contas, você entende - na marra - que classificações não valem nada. Você ficar em primeiro lugar ou em vigésimo quarto podem indicar seu desempenho na prova, mas não aonde você vai. Os professores não querem saber disso. Ninguém vai dar tratamento especial pra você. Não há uma única pessoa que vá te tratar com mais respeito e cerimônia porque você obteve uma classificação melhor do que a dele. Porque no mundo cão, meu filho, se vira quem aprende de verdade e não perde tempo se gabando.

• Ah, você acha que sua turma está com problemas? Que sua professora não ensina direito? O mau resultado é geral? Então aqui vai. Em uma turma de 30 alunos, em média, dez alunos irem muito mal não é algo tão grave a ponto de a direção começar a investigar os professores. Mas entre dez e vinte alunos, o assunto já fica preocupante. O alerta fica vermelho quando as provas forem devolvidas e se ouvir um "- Só 4 passaram" ao invés de "- 4 perderam". Quando o número de pessoas que passou é absurdamente pequeno, obviamente tem aguma coisa com o professor. Porém MESMO ASSIM devem analisar a situação - será que a turma conversa demais? será que houve uma rebelião? será que simplesmente há uma incompatibilidade entre professor x aluno que poderia ser resolvida com uma conversa? Será MESMO que o professor é tão MONSTRO assim a ponto de cortar qualquer iniciativa de melhorar as coisas? Se conversas, sugestões - tudo em modo amável, muito amável, aí vocês se unem e, de forma MUITO civilizada, partem para a direção.

• A base é respeito. Nunca xingue. Nunca ofenda. Nunca nem mesmo se atreva a botar um monte de defeitos nas aulas do dito cujo na sala da direção, mesmo que tudo seja verdade. Afinal a menos que você estude numa escola particular que pagou-passou ou sua família tenha parte na Máfia (seja a clássica, seja a do morro mesmo), você é uma reles aluna que para conseguir seu intuito, sempre puxa a sardinha pro seu lado. Então seja a pessoa mais educada do mundo, mostre que mamãe&papai te ensinaram todas as boas maneiras e adquira o dom da oratória. Assim você consegue convencer a direção a, pelo menos, examinar o caso da sua turma. Detalhe mega-importante: se você sempre foi uma aluna mal-comportada, tagarela ou com passagens na polícia direção, mande a mais CDF e bonitinha dos professores no lugar. No máximo, três pessoas na sala da direção. Três pessoas que tenham muita moral, ok?

• Organização escolar não é ter um caderno todo bonitinho com palavras-chaves destacadas com marcador amarelo (embora isso ajude). Organização escolar é você ter horário pra estudar, e é você estudar. De verdade, sem enrolação. Como diz meu sábio e lindo e fofo e maravilhoso e perfeito namorado, "20m de estudo pode ser melhor do que 2h, se você estudar de verdade durante os 20m". Concordo com ele. Praticamente qualquer assunto do ensino médio pode ser captado e entendido com facilidade em meros vinte minutos. Nos cem minutos restantes você absorve as informações adicionais (que são importantes também). Mas o que VALE é se você entendeu. Simples assim, não é mesmo?

• Fazer uma pesquisa sem copiar uma única palavra não faz cair os dedos. Livros são ótimas referências. A Wikipedia não é uma boa referência, a menos que você queira simplesmente um resumo das coisas. Mas se quiser algo realmente bom, utilize sites mais científicos. Artigos científicos que o Google caça é sempre uma boa. E se você experimentar fazer um trabalho escolar com entusiasmo, alegria e dedicação, acredite, vai ser até divertido.

E o mais importante de tudo...

• Um zero não mata ninguém. E nota não mede inteligência ainda bem, senão estava ferrada.


só em seus sonhos, querido. só em seus sonhos. na realidade, ela cobre as pernas e te dá um zero.


Crédito das imagens: We ♥ It

5 comentários:

Franci disse...

Adorei o post,principalmente a mensagem final:


Um zero não mata ninguém. E nota não mede inteligência ainda bem, senão estava ferrada.+1

Carol Winchester disse...

ADOREI! Concordo com tudo :B

Rimuito no final Ela cobre as pernas e te da um zero", como sempre ahazando *-*

Umrae disse...

Dependendo da situação e dos alunos, professor tem mais é que ser carrasco mesmo.
Meu professor de matemática aplicada (num desses momentos de divagação)comentou esta semana sobre a dificuldade que muitos alunos têm para fazer operações de divisão. Enquanto eles estão no ensino fundamental, os números utilizados nas provas e listas de exercícios são escolhidos à dedo para que tudo dê certo. No primeiro caso em que, no meio de uma divisão, ao baixar-se mais uma ordem e constatar-se que mesmo assim ainda não é possível dividir pelo divisor, o aluno esquece de acrescentar o 0 ao quociente. Isso é apenas um dos problemas mais comuns que os alunos têm por culpa de ensino fundamental ruim. Se o professor tivesse sido carrasco naquele tempo, isso não aconteceria.
Sem contar nos vícios que os alunos criam ao aprender português por conta de simplificação excessiva por parte do professor que induz a erros. Verifique quantas pessoas você conhece que realmente sabem fazer uso corretos dos 4 tipos de "porquês".
Eu dava aula particular de Português para minha prima de 14 anos. A minha vontade é de esganar a professora dela. Acho o cúmulo uma pessoa ensinar figuras de linguagem por comparação de exemplos, e não dando as corretas definições e intenções por trás do uso de cada uma delas primeiro. O que acontece? A Raquel sabia que "bebi um copo d'água" é metonímia, mas quando eu trocava para "comi uma lata de sardinhas", ela não conseguia identificar o mesmo tipo de relação e errava o exercício porque "não tinha aquele exemplo no livro dela".
Convenhamos que o aluno médio já não tem muita iniciativa e disposição para estudar por conta própria, resolver listas de exercícios que não terão que ser entregues e correr atrás de informações confiáveis, mas colocar a matéria de um modo divertido e interessante é uma coisa (bastante necessária e eficaz, aliás), avacalhar simplificando tudo e não cobrando responsabilidade é outra completamente diferente.
Hoje, por conta da afinidade com tecnologia e com a facilidade de encontrar dados na internet, as crianças acham que sabem tudo e tendem a desprezar a importância da educação formal. É bom às vezes das uma "sacudida" nelas com problemas que elas não sabem resolver de imediato e cujas respostas elas não vão encontrar no google. Assim elas aprendem o valor de metodologia, lógica, sintaxe e de criar repertório para poder ter dicernimento.
E outro dia, aliás, eu discorro sobre o fato de que muitas dessas mesmas crianças que se acham "experts" em computação são, na verdade, analfabetas funcionais no assunto.

Bjos

Umrae disse...

E eu coloquei uma crase errada no primeiro parágrafo porque mudei o que ia escrever no meio e não reli. E cometi um erro de preposição no segundo pelo mesmo motivo, troquei o verbo e não arrumei o resto da frase.
Então, outra lição para ambientes acadêmicos: não faça como nos ambientes informais como este, releia tudo o que você escreve.

Umrae disse...

Em tempo:

http://uoltecnologia.blog.uol.com.br/arch2010-02-21_2010-02-27.html#2010_02-24_16_14_11-100450639-26

Professor maluco destrói notebook com nitrogênio líquido.

Amei! Amei! Esse cara é meu novo ídolo.